Adeus Gullar

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“A história humana não se desenrola apenas nos campos de batalhas e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não tem voz.”

(Ferreira Gullar)

*Para ler mais: http://escolaeducacao.com.br/melhores-poemas-de-ferreira-gullar/

 

Eis que chega Dezembro…

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“Eis que chega Dezembro, mês que denuncia a proximidade de um novo ano. Nele, depois de percorrermos longos dias, lutado tantas lutas, há aquele certo alívio de novos tempos próximos. Dezembro traz no ar algo de inovação, revolução, ineditismo. Carrega em si movimentações para festas, reuniões, fechamentos para desejadas aberturas. Dezembro é ar fresco para nossos cansaços. É nele, incrivelmente nele, que temos o maior e mais esperançoso dos aniversários. Dezembro é um livro se fechando para se buscar novas leituras. Novos capítulos. Novas cenas. Novas capas. Novas emoções”.

(Adriana Araf)

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“Diante dos impactos da vida, precisamos ser fortes. Mesmo embargada, sai de nosso interior uma voz de comando que nos diz o contrário ao que estamos sentindo. São as tais palavras de ordem para que a vida continue seguindo em meio a perdas e desatinos, em meio a ruínas e restos emocionais. Zonzos, em agonia, nada ouvimos, mas a voz deve falar. A ela cabe nos obrigar a levantar os olhos e dar forças às pernas. Despedaçados por vazios instaurados bruscamente, a voz manda resistir. Ficamos muitas vezes menores com as ocorrências. Tudo nos encurta, nos corta, nos mobiliza. Mas a voz sai de qualquer modo. E clama luz sobre essas escuridões que fecham nossas almas. Isso não significa um feixe de cura caindo sobre os dias de luto. Dor profunda se incumba, amortiza, todavia nunca sara. Esclareça-se que a luz invocada pela voz se traduz geralmente numa direção mais ou menos certa de que haverá uma recomposição e uma sucessão de situações que levarão a uma sobrevivência dura, porém necessária. E a seguir. E estar em pé de novo, mesmo com todo o chão subtraído dos pés, mesmo com o rosto afundado nas mãos, mesmo com as esperanças vazias, mesmo que a força seja fraca e os dias não tão mais interessantes assim.”

(Adriana Araf)

Chape: sem eles, ficamos menores

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“Deus não quer apenas os bons, como, também, os muitos bons”.

Bem assim

 

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“No fundo, no fundo, vão restar poucas certezas, sobretudo a de que nada é certo, a de que nada será levado e a mais infeliz delas: a de que estamos sós. Assim mesmo: sós, totalmente desnudos diante de um mistério divino que não nos permite certezas. Aliás, diante da morte, todas as verdades, conceitos e teorias se evaporam. Vamos para um onde longínquo sem qualquer chance de sermos alcançados. Se partíssemos da morte para avaliar a vida, num retorno oblíquo do final ao começo, talvez o trajeto fosse melhor aproveitado e o elenco de prioridades totalmente revisto por nós para nós mesmos. Diante da finitude, saberíamos desalimentar melhor a nossa falsa ideia de infinidade sensacional”.

(Adriana Araf)


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