Paralisia da Alma

Em vez de alimentar o medo, alimente o amor! - Luis Carlos Mazzini

“Os gregos são sábios em dizer que devemos viver bem e saber morrer bem por inteiro e não pela metade. Morrer mal é resistir a morrer. É não soltar as coisas. Não largar. Ir, mas em parte, e ficar pendurado aqui. E que isso é viver sem chão sólido, por faltar decidir BEM exatamente onde seus pés estão. Se não for na vida (e a morte vem), devemos embarcar com os dois pés em direção ao desconhecido.

Fato é que nos sentimos paralisados quando ficamos divididos entre duas coisas porque não queremos deixar uma delas para trás. Aí haverá uma divisão.

Se você continua com a dúvida e tenta viver as duas coisas ao mesmo tempo, estas direções opostas continuam a se manifestar no interno, mesmo que no mundo externo você assiste tudo se integrando (e você assistindo paralisado).

Às vezes, as pessoas ou situações envolvidas ficam confusas, mas começam a se ajeitar e a se integrarem independentemente de sua vontade e, enquanto você passa por torturas internas porque não quer soltar nada, o momento vai.

A frase: “You have bitten more than you can chew”, ilustra bem (você abocanhou um pedaço maior do que consegue mastigar).

Mesmo com a sua energia ainda dividida, os outros vão seguir em frente – e você pode se achar paralisado (a) ainda, porque não conseguiu mastigar tudo e fica parado (a) até que consiga processar. E, às vezes, você quer ser responsivo, mas está com a boca cheia. E iguarias continuam a passar e você não pode usufruir mais porque a boca está cheia.

Guarde uma coisa: não se farte do que se foi, pois o novo vai aparecer quando você não tiver mais resistência às perdas que aconteceram – digo, quando não houver mais divisão, porque a boca começa assim a se esvaziar.

É difícil, às vezes, escolher as alternativas, porque pensamos que dá para conciliar tudo. Não. Não dá. A vida na prática pode não acontecer assim, em tom permanentemente conciliatório, pois mudanças e perdas incluem grandes reestruturações para serem remodeladas ou integradas, caso contrário você fica e não fica, você vive e não vive, você se desmorona aos poucos e, sem notar, vai perdendo a sua essência e belas oportunidades de refazimento. Essa essência infelizmente vai embora junto com toda essa prisão e apegos demasiados.

É como sofrer muito em abundância porque nossa casa ainda é pequena para caber tudo o que queremos nela colocar na ilusão de nada perder. Os que não têm força ficam estupefatos olhando e não compreendem ou podem se ajudar. Não sobram mais espaços para nada e, na verdade, nem na varanda você poderá se sentar para sentir ventos frescos devido à alta ocupação desnecessária.

A orientação é: temos que processar, conforme o tempo passa. Esvaziar-nos para cabermos em outros abrigos. Aqui ou lá.”

Fonte: Quora

Lista de Livros de Elena Ferrante

desconhecido-mystery-novel

A lista inclui nomes como Toni Morison (Beloved); Chimamanda Ngozi Adichie (Americana); Margaret Atwood (O assassino cego); Joyce Carol Oates (Blonde); Arundhati Roy (O Deus das pequenas coisas); Natalia Ginzburg (Léxico familiar); Sheila Heti (Maternidade); e até Clarice Lispector, com o livro A paixão segundo G.H.

Para saber mais: https://www.publishnews.com.br/materias/2020/11/24/elena-ferrante-publica-lista-com-seus-40-livros-favoritos-escritos-por-mulheres

Não perca tempo…

Você não vai receber outra vida como esta. Você nunca mais vivenciará o mundo exatamente desta maneira, com esses pais, filhos, familiares e amigos. Nem experimentará a terra com todas as suas maravilhas novamente neste período da história. Não espere o momento em que desejará dar uma última olhada no oceano, no céu, nas estrelas ou nas pessoas queridas. Vá olhar agora.”

Elisabeth Kubler-Ross

Passagens da Vida

adri7

“…O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude, não é havê-las cometido…é sim não poder voltar a cometê-las. Envelhecer é passar da paixão para a compaixão. Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta. Aos vinte anos reina o desejo, aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo. O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio……Quando era jovem dizia:“verás quando tiver cinqüenta anos”. Tenho cinqüenta anos e não estou vendo nada. Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz….Os jovens andam em grupo, os adultos em pares e os velhos andam sós. Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice. Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado. Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.”

atribuído a Albert Camus

O julgamento

fala comigo

“Todos nós hoje nos desabituamos, ou antes nos desembaraçamos alegremente, do penoso trabalho de verificar. É com impressões fluídas que formamos as nossas maciças conclusões. Para julgar em Política o facto mais complexo, largamente nos contentamos com um boato, mal escutado a uma esquina, numa manhã de vento. Para apreciar em Literatura o livro mais profundo, atulhado de ideias novas, que o amor de extensos anos fortemente encadeou—apenas nos basta folhear aqui e além uma página, através do fumo escurecedor do charuto. Principalmente para condenar, a nossa ligeireza é fulminante. Com que soberana facilidade declaramos—«Este é uma besta! Aquele é um maroto!» Para proclamar—«É um gênio!» ou «É um santo!» oferecemos uma resistência mais considerada. Mas ainda assim, quando uma boa digestão ou a macia luz dum céu de Maio nos inclinam à benevolência, também concedemos bizarramente, e só com lançar um olhar distraído sobre o eleito, a coroa ou a auréola, e aí empurramos para a popularidade um maganão enfeitado de louros ou nimbado de raios. Assim passamos o nosso bendito dia a estampar rótulos definitivos no dorso dos homens e das coisas. Não há ação individual ou colectiva, personalidade ou obra humana, sobre que não estejamos prontos a promulgar rotundamente uma opinião bojuda. E a opinião tem sempre, e apenas, por base aquele pequenino lado do facto, do homem, da obra, que perpassou num relance ante os nossos olhos escorregadios e fortuitos. Por um gesto julgamos um carácter: por um carácter avaliamos um povo.”

Eça de Queirós, “A Correspondência de Fradique Mendes”


Página 1 de 16812345...102030...Última »