Teoria das Preocupações Práticas

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“Aplique em sua vida uma teoria, a das preocupações práticas. Já que temos uma série delas que, inclusive, se renovam, melhor adotar essa teoria para a fluidez da vida. Em quê consiste? Nada mais, nada menos do que levar em conta o que realmente importa. Claro, você não terá a companhia dos fantasmas, pois eles têm um papel definido de distração e servem até como justificativa para suas dúvidas e reiterados adiamentos sobre as coisas, mas, a bem da verdade, aplicando a teoria das preocupações práticas você terá mais tempo para dormir, amar e ser amado, aprimorar o cotidiano e a si mesmo, proteger sua saúde mental e espiritual e, sobretudo, cultivar-se dentro do que interessa. Faça o teste. Teorias são teorias. Necessitam ser comprovadas.”

(Adriana Araf)

Elementos Motivacionais

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(…) Em certo sentido, é justamente a minha vida que estou representando aqui. Uma vida com sabor de pedra quente, repleta de suspiros do mar e de cigarras, que agora começam a cantar. A brisa é fresca e o céu, azul. Gosto imensamente desta vida e desejo falar sobre ela com liberdade. No entanto, já me foi dito várias vezes: não há nenhum motivo para estar orgulhoso. Mas creio que há muitos: este sol, este mar, meu coração saltando, meu corpo com sabor de sal e o imenso cenário onde a ternura e a glória se reencontram no amarelo e no verde. E para conquistar tudo isso é que preciso aplicar minha força e meus recursos. Tudo aqui me deixa intacto, não abandono nada de mim mesmo, não me revisto de máscara alguma: basta-me aprender pacientemente a ciência de viver (…)

(Albert Camus, Núpcias, o Verão)

Coisas de Casa

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Caso você resolva mudar de casa, mudar dentro de casa, mudar a cara da casa, uma leitura gostosa e aproveitável  (e com ilustrações)  sobre organização das coisas e dos ambientes é o livro “Isso me traz alegria – um guia da magia da arrumação“, de Marie Kondo.

Basicamente indica a alegria como determinante para recomposição do ambientes, cores e a arte do descarte: “(…) arrumar não significa simplesmente descartar tudo. Longe disso. Apenas quando sabemos escolher as coisas que nos trazem alegria é que conseguimos alcançar nosso estilo de vida ideal. Se você tem certeza de que algum objeto lhe proporciona alegria, guarde-o, sem levar em consideração a opinião de qualquer outra pessoa. Por mais imperfeito e trivial que ele possa parecer, quando você o utiliza com cuidado e respeito, transforma-o em algo inestimável. À medida que esse processo de seleção se repete, você aumenta sua sensibilidade à satisfação. Da mesma forma, esse processo não somente acelera seu ritmo de arrumação, como também aprimora sua capacidade de tomar decisões em todas as áreas da vida. Cuidar bem de suas coisas faz com que você cuide bem de si mesmo.”

Para saber o resumo das dicas: http://veja.abril.com.br/entretenimento/as-licoes-de-marie-kondo-guru-mundial-da-arrumacao-da-casa/

(Adriana Araf)

Uma passagem da obra

(…) Em suma, o balanço dos créditos e dos débitos estão fadados a fechar de algum modo coerente com o passar do tempo. Mas eu não me importava nem um pouco com isso. Eu não me importava de ter de morrer mais cedo por conta de algum ajuste a ser realizado. As possibilidades devem seguir sua própria lógica, e do jeito que elas bem entenderem. Pelo menos agora posso dizer que estou com a vida ampliada. Isso é maravilhoso. Eu estava reagindo nessa vida expandida. Nesse período que me foi estendido, eu sentia que estava viva. Eu não estava sendo consumida. Ou, ao menos, a parte não consumida podia viver e me fazia sentir viva. Por mais que uma vida seja longa, não vejo sentido em experimentá-la sem a sensação de estar viva. Agora eu via isso com total clareza (…)”

(Haruki Murakami, em Sono, 2015)

Assuntos de mera convivência

“Talvez seja a admiração o sentimento alicerce do amor. Sem ela restará a necessária, porém indigesta, tolerância. Sem o saboroso ingrediente, a vida seguirá normalmente, entretanto a tolerância estará ali, intrépida, fazendo insossa companhia aos casais, segurando seus interesses comuns para que tudo seja milimetricamente preservado. Mas, claro, faltando o tempero da admiração, faltará a graça, a graciosidade, o vigor. O algo mais. Os dias serão curtos no inverno e longos no verão. Vai cair chuva, virão longas tempestades, todos irão à praia e depois às lojas comprar casacos. E a admiração, em posição-chave nos relacionamentos, ficará em segundo plano querendo ocupar o primeiro, agindo silenciosamente dentro de cada um para expulsar a fastidiosa tolerância ou, numa eventualidade quase que descartada, fazer as pazes com ela.”

(Adriana Araf)


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